A angústia do líder

Desafios da liderança na evolução dos seus liderados

O ser humano é complexo por natureza. Não somos resultado de uma equação matemática, de resposta única e objetiva. Nosso corpo funciona MAIS ou MENOS da mesma forma. Nós agimos MAIS ou MENOS do mesmo jeito. Nós pensamos MAIS ou MENOS parecido. Mas a diferença entre esse MAIS e esse MENOS tem milhões de variações, de razões, de motivações e de observações.

Se liderar é influenciar pessoas, cabe ao líder identificar as nuances, as particularidades de cada um dos seus liderados, para comunicar-se, adequadamente, de forma individualizada, personalizada, e mais eficaz.

No entanto, essa habilidade, quase sobre-humana, de compreender o outro para relacionar-se com ele, é um grande desafio.

Esse desafio fica mais evidente quando notamos que a nossa percepção sobre nós mesmos já não é tão clara; que enxergar e reconhecer nossos pontos fracos, nossas limitações, nossas falhas e erros, é uma das tarefas mais difíceis.

Penso que essa barreira entre nossa percepção e os nossos pontos fracos é um mecanismo de proteção, de autopreservação, de segurança da nossa mente. Um mecanismo de segurança, que atua de forma subconsciente, com o intuito de nos poupar da dor, do sofrimento, de nos mostrarmos vulneráveis.

Nosso cérebro é uma máquina fantástica. Grande parte da sua capacidade ainda é desconhecida. Mas uma de suas funções mais evidentes é cuidar da nossa preservação, escondendo de nós mesmos as nossas fragilidades.

O despertar para a busca do autoconhecimento, como principal ferramenta de evolução, ocorre de forma diferente para cada pessoa; em momentos diferentes da vida. Há pessoas muito jovens, com pouca experiência de vida, que se abrem a essa realidade e buscam o seu desenvolvimento. Há pessoas adultas, consideradas maduras, centradas, bem informadas, que não têm a mesma percepção, que não se permitem enxergar, que não admitem para si mesmas a possibilidade de que não tenham razão, de que não estejam corretas, de que haja algo a aprender sobre si mesmas, que elas ainda não tenham percebido.

A grande angústia do líder é a dificuldade em fazer com que seus liderados se permitam aprender, crescer, evoluir; que encarem um feedback como uma oportunidade de melhorar, de corrigir falhas, de eliminar pontos fracos; que não tenham medo de falhar, mas de não tentar;  que não fiquem na defensiva, como se o dia a dia fosse uma disputa entre a empresa e os empregados, mas sim um jogo que se joga junto, com atribuições diferentes, mas com o mesmo objetivo.

Como eu disse anteriormente, em outro artigo, a infalibilidade não é uma característica humana. Todos nós, por mais conhecimento, por mais experiência, por mais maturidade, por mais capacidade que tenhamos, cometemos falhas e erros ao longo de toda a vida. E cada situação, estejamos certos ou errados, deve servir de aprendizado. Só depende da capacidade de “permitir-se”.

A você que é líder, e que, como eu, anseia pela evolução de seus liderados, que sente o desejo profundo de contribuir para o crescimento pessoal e profissional de sua equipe, e que sente o que chamei de angústia do líder, recomendo que insista, persista, lute, acredite e, principalmente, continue desenvolvendo suas próprias habilidades e competências, “afiando seu machado” para ceifar as barreiras no caminho da liderança, e servindo de exemplo para os seus liderados.

E, para você que ainda não é um líder, saiba que estamos juntos, que o seu sucesso é o nosso sucesso, que o seu crescimento é o nosso crescimento, que as nossas críticas, as nossas cobranças, as nossas avaliações, podem SIM conter erros, pois somos tão humanos quanto qualquer um. Mas o feedback é o nosso presente, carregado do desejo de que sejamos um time campeão!

 

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Os desafios da gestão de pessoas

Eu sou Fabio Frasson. Espero ter contribuído com seu caminhar. Desejo a você resultados extraordinários e muito sucesso!

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O que é inteligência emocional?

Inteligência Emocional é, basicamente, a capacidade que um indivíduo tem de gerenciar suas próprias emoções, bem como identificar e lidar com as emoções dos outros.

Qual a importância da inteligência emocional?

Desenvolver a inteligência emocional nos permite administrar as emoções ao nosso favor, seja para nos sentirmos bem, seja para construir relacionamentos saudáveis e positivos.

No que tange ao bem-estar, considere as seguintes situações:

Os grandes desafios da vida moderna exigem de nós um alto grau de concentração, aprendizado e desenvolvimento contínuos, capacidade de lidar com pressões, prazos, metas, padrões de excelência, concorrência, instabilidade, entre outros fatores. Essa situação caótica tem acionado gatilhos emocionais, provocando tensão, ansiedade, angústia, aflição, compulsão, medo, stress, ciúmes, raiva e tristeza. Essas sensações são responsáveis pela incidência de problemas de saúde, como a queda da imunidade (que abre as portas do organismo para diversas doenças) síndrome do pânico, gastrite, úlcera e câncer.

É claro que, nem sempre, as emoções negativas resultarão em doenças ou problemas de saúde. No entanto, certamente, causam dor e sofrimento.

Sendo assim, volto a afirmar que um dos grandes benefícios de desenvolver a inteligência emocional é sentir-se bem.

Outra razão, igualmente imprescindível, é a construção de bons relacionamentos.

Como dizia Aristóteles, somos animais racionais. Temos capacidade de tomar decisões, baseadas em pensamentos lógicos. No entanto, nossa razão é, continuamente, influenciada pelas emoções, pelas sensações, pelas percepções, muitas vezes, subjetivas e subconscientes.

Aprender a identificar as emoções do outro, de que forma ele percebe o mundo, qual o seu modelo mental, o seu mindset, o seu “ponto de vista”, é fundamental para a comunicação eficiente, a empatia, a persuasão e a qualidade dos relacionamentos.

Aprender a identificar as próprias emoções e como lidar com elas, controlando-as em seu benefício, além de contribuir com o aumento de sua capacidade cognitiva, eleva sua performance em todas as áreas.

Daniel Goleman

Para Daniel Goleman, psicólogo, escritor e jornalista norte-americano, autor do Best-seller “Inteligência Emocional” (publicado pela primeira vez em 1995), “a consciência das emoções é fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo”.

Stephen Covey
Stephen Covey

Para Stephen Covey, autor de “Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes”e “O 8º hábito”, inteligência emocional está ligada a uma das quatro partes da natureza humana (o coração) e refere-se à capacidade de ser empático, de se colocar no lugar do outro, de se relacionar, de se comunicar com êxito, de reconhecer as próprias fraquezas, de ter equilíbrio emocional, autoconhecimento, autoconsciência; capacidades essenciais para “ouvir a nossa voz interior” e viver com energia e paixão.

 Outras razões para desenvolver a Inteligência Emocional

Aquele que desenvolve sua inteligência emocional aumenta sua capacidade de:

  1. Autoconhecimento/Autoconsciência;
  2. Automotivação, mesmo diante de situações frustrantes;
  3. Inspirar, influenciar, encorajar, persuadir e liderar pessoas;
  4. Controlar impulsos;
  5. Direcionar as emoções de forma adequada para cada situação;
  6. Concentração e foco;
  7. Segurança, autoconfiança e autoestima;
  8. Tomada de decisão;
  9. Superação de limites/barreiras emocionais e/ou psicológicas;
  10. Equilíbrio emocional;
  11. Evitar e/ou solucionar conflitos.

Como desenvolver a Inteligência Emocional?

O ponto chave está no autoconhecimento. Não se chega a lugar algum sem clareza. Identificar e analisar suas capacidades e a falta delas, bem como estruturar e seguir um plano de ação para o seu desenvolvimento são essenciais. Técnicas de coaching, por exemplo, podem ajudá-lo. Considere a possibilidade de contratar um coach profissional.

Pedir e aceitar feedback, exercitando o autocontrole, também é uma grande ferramenta.

E, por falar em autocontrole, sabe aqueles momentos em que você se sente mal? Aqueles momentos de ansiedade, angústia, raiva, aflição, rancor, ódio, tensão, apreensão, etc, etc, etc…? Experimente racionalizar suas emoções. Faça perguntas a si mesmo, sobre os detalhes daquela sensação, até que seu lado racional se sobreponha ao seu emocional. “Por que é que estou me sentindo assim?”, “o que eu perco me sentindo assim?”, “eu sou o responsável por isso?”, “se não sou o responsável, por que estou me deixando ser afetado?”, “isso está me machucando, de verdade?”, “o que pode acontecer se isso não for resolvido?”, “isso já aconteceu antes?”, “já senti isso antes?”, “e como foi?”.

Com perguntas assim, mesmo que você conclua que existem motivos reais para suas emoções ruins, certamente, encontrará caminhos para aliviar e controlar o que está sentindo, minimizando seus efeitos.

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Autoconhecimento

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