Conflitos nas empresas

Por que ocorrem os conflitos nas empresas?

De acordo com o dicionário, conflitos são a profunda falta de entendimento entre duas ou mais pessoas.

Entendendo que cada pessoa tem sua personalidade, sua história de vida, sua base cultural, seu mindset, seus interesses, e diversos outros fatores que a definem como indivíduo, é natural que as interpretações sobre os fatos e problemas sejam diferentes, de uma para a outra.

As percepções sobre uma mesma situação tendem a divergir, principalmente, quando o perfil das pessoas é muito diferente. Faixa etária, classe socioeconômica, cargo ou função que exercem, origem, religião, nível de formação acadêmica, experiências pessoais e profissionais, são alguns dos fatores que, certamente, influenciam o chamado ponto de vista de cada pessoa.

Desta forma, em maior ou menor grau, sempre que há diferentes interpretações ou percepções sobre um mesmo problema, ocorrem conflitos, sejam conflitos de ideias ou de comportamentos e atitudes.

Em pequenas empresas, principalmente, onde a interação das pessoas é mais intensa, as situações de conflito tendem a ocorrer em maior frequência. A informalidade, o baixo nível de profissionalização e o mindset fixo de muitos “profissionais” contribuem para a ocorrência de conflitos nas empresas, muitas vezes, por razões tolas e intensidade desproporcional à importância dos fatos.

Não estou dizendo, dessa forma, que ocorrem conflitos apenas em empresas pequenas, entre pessoas despreparadas ou por motivos fúteis. Sempre que duas ou mais pessoas estiverem reunidas, haverá divergência de percepções, discordâncias e, consequentemente, conflitos. No entanto, quanto maior o nível de profissionalização, maior a probabilidade de que os conflitos nas empresas ocorram positivamente, na busca pela evolução, pela melhoria dos processos, pelo crescimento da empresa, em detrimento de situações indesejáveis, como intrigas, fofocas, ofensas pessoais e conflitos de interesses.

Como lidar com conflitos nas empresas?

De modo geral, para lidar com conflitos nas empresas ou em qualquer outro ambiente, é necessário equilíbrio, o uso da inteligência emocional, foco sobre o problema, na busca pela solução do conflito.

Reforço aqui o meu ponto de vista sobre um tema bastante discutido, atualmente: foco na solução x foco no problema. Entendo que ambas as teorias tem a mesma interpretação, apesar de expressas de forma diferente. Quando falamos em foco na solução, nos referimos a “não lamentação”, ao não uso do problema como desculpa para a falta de resultado, à busca pela solução do problema, ao invés de ficar cheio de “mimimi”.  Já a teoria do foco no problema refere-se a encará-lo de frente, desmembrando-o em partes, também buscando solucioná-lo. Nada tem a ver sobre “só enxergar problema” nas coisas.

Mas, voltando à questão sobre como lidar com conflitos nas empresas, existem alguns fatores muito importantes.

Conflitos que resultem em discussões acaloradas, ofensas, agressões e prejuízos diretos para a empresa ou para qualquer pessoa, devem ser coibidos severamente, sejam quais forem as razões.

Em todos os casos, agir rapidamente, de forma equilibrada e imparcial irá minimizar os impactos negativos do conflito e contribuirá para o fortalecimento do negócio.

Reduza a tensão do ambiente

Toda situação de conflito gera tensão e estresse. Dependendo do nível de desentendimento, o impacto sobre as emoções poderão distorcer a visão sobre os fatos, alterar o comportamento e impulsionar atitudes que não seriam tomadas de cabeça fria.

Sendo assim, busque uma forma de reduzir a tensão do ambiente, antes de tomar parte no conflito. Às vezes, será necessário:

  • apartar os envolvidos, até que os ânimos esfriem;
  • conduzi-los a outro local, buscando a neutralidade do ambiente;
  • ouvi-los, separadamente, e, talvez depois, reuni-los para o confronto de versões;

Agir rapidamente é importantíssimo. Postergar atitudes pode gerar grandes problemas na equipe e, consequentemente, nos resultados.

No entanto, você deve analisar a necessidade de buscar melhores condições para que o problema seja tratado com equilíbrio e seriedade.

Identifique e entenda o problema

Cabe ao líder, gestor ou ao RH, de acordo com a estrutura da empresa e cada situação, identificar e entender o que está ocorrendo, quais as causas do problema, antes de buscar uma solução.

Sendo assim, é imprescindível saber ouvir. Dar espaço a cada uma das partes envolvidas para expressar suas razões e percepções sobre o caso, além de fornecer as informações necessárias para a tomada de decisão, fortalecerá a liderança pela demonstração de sensatez, respeito e interesse sobre cada ponto de vista.

Ouça, atentamente, o que cada um tem a dizer, de forma imparcial, sem interrupções, críticas ou julgamentos. Lembre-se que, num primeiro momento, é preciso identificar o problema, comparar as versões dos fatos, suas semelhanças e divergências, antes de emitir qualquer opinião ou conclusão.

Aja corretamente e aprenda com o conflito

Independentemente do cargo responsável pela resolução dos conflitos nas empresas, a ação equilibrada e responsável diante dos problemas que surgem das divergências entre os profissionais poderá conduzir a organização a um nível mais elevado de desenvolvimento e profissionalismo.

Agir rapidamente é como apagar pequenas chamas num arbusto, antes que toda a vegetação de uma grande floresta seja consumida pelo fogo.

Agir de maneira equilibrada é a diferença entre manter-se na corda, no alto de um picadeiro de um circo, ou tornar-se um “palhaço” dentro das organizações. (Não se ofendam, por favor, os profissionais circenses, dignos e merecedores dos nossos aplausos.)

Solucionar conflitos dá às empresas a oportunidade de elevar o mindset dos seus profissionais, treinar a sua inteligência emocional, sua empatia, a geração e a valorização de novas ideias, aprender e crescer como organização.

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Desse modo, concluímos que, para lidar com os conflitos nas empresas, é preciso reduzir a carga de emoções envolvidas, ouvir atenta e respeitosamente as pessoas para identificar e entender o problema, agir rapidamente, mas com equilíbrio, sempre no intuito de agregar valor, tanto para os profissionais, quanto para a empresa, no âmbito do aprendizado, do desenvolvimento, do fortalecimento e da evolução.

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Leia também: A importância do feedback

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Fabio Frasson

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Eficácia, realização pessoal e contribuição

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas? Perguntas como essas constituem um novo hábito, uma nova atitude mental , um novo mindset, fruto das transformações pelas quais as relações humanas tem passado, especialmente nas últimas décadas.

Em 1989, Stephen Covey lançou o best-seller Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, abordando comportamentos permeados de princípios corretos, essenciais para alcançar a eficácia na vida pessoal e profissional.  O livro vendeu cerca de 20 milhões de cópias, em 38 idiomas, e foi considerado pelas revistas Times e Forbes como uma das publicações mais influentes da área de administração, e pelos leitores da revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século XX.

Já em 2005, imerso à era do trabalhador do conhecimento, o autor concluiu que os desafios do novo tempo são tão complexos, que alcançar a eficácia já não é suficiente.

“Eficácia é fazer as coisas certas” _ Peter Drucker

Na busca contínua pela maximização dos recursos, pela melhoria da capacidade e da qualidade de produção, pela participação no mercado, cada vez mais concorrido, o homem entrou na era da informação e do conhecimento. O mercado tornou-se global, a informação viaja de um lado ao outro do planeta em frações de segundo, estamos “multiconectados”. O ritmo de trabalho tornou-se cada vez mais intenso. As expectativas, as cobranças, as comparações, a busca por um espaço no mercado e na sociedade produzem conflitos internos em grande parte das pessoas. Muitas sentem-se frustradas, desanimadas, desmotivadas, estagnadas ou incapazes de corresponder ao que se espera delas. Alimentam o desejo de realização pessoal e profissional, mas não conseguem realizar.

Note que todos nós desejamos “fazer a diferença”, sermos importantes, sermos bem vistos, bem quistos e bem lembrados, termos uma vida de grandeza, mesmo na simplicidade. Um grande exemplo foi Madre Tereza de Calcutá, que dedicou sua vida pelo propósito grandioso de contribuição, de cuidar de pessoas pobres e doentes.

Para ter uma vida de grandeza é preciso viver intensamente. É preciso que cada um encontre a sua voz interior. Isso significa descobrir-se, encontrar sua relevância, sua realização, compreender sua verdadeira natureza, os seus valores, seus propósitos, descobrir e desenvolver os seus dons.

Segundo Stephen Covey, dons são capacidades latentes com as quais nascemos e que podem ser desenvolvidas a partir do nosso esforço e dedicação. Dentre esses dons, destacam-se: a liberdade ou a capacidade de escolha; os princípios universais, como o senso de justiça, bondade, respeito, sinceridade e integridade; e a inteligência, subdividida em inteligência mental, física, emocional e espiritual.

Cada uma dessas inteligências está relacionada a uma das 4 partes da natureza humana (mente, corpo, coração e espírito), que representam 4 motivações ou necessidades básicas que todos nós temos: : (1) sobrevivência, (2) relacionamentos, (3) aprendizado e (4) deixar um legado.

Inteligência mental: é a capacidade de analisar, raciocinar, visualizar e compreender.

Inteligência física ou corporal: é o funcionamento quase involuntário, inconsciente e disciplinado do corpo.

Inteligência emocional: corresponde ao autoconhecimento, autoconsciência, empatia, equilíbrio, capacidade de nos comunicarmos com êxito, a coragem de reconhecer fraquezas e de respeitar diferenças.

Inteligência espiritual: é a nossa consciência, nosso sentimento de participação e de significado.

O desenvolvimento desses 4 tipos de inteligência aumenta a capacidade de influenciar outras pessoas. Por isso, é característica comum e marcante nos grandes líderes, nos grandes realizadores, nas pessoas que se destacam em suas atividades. E o desenvolvimento dessas inteligências é manifesto pela visão, a disciplina, a paixão e a consciência.

A visão é a criação, a representação mental de uma situação futura; enxergar o futuro mentalmente, vislumbrando objetivos e planos; é perceber o “potencial invisível” de outras pessoas.

A disciplina é um sacrifício pessoal ao longo do processo de busca de um objetivo de longo prazo; é fazer o que é necessário para concretizar o que foi planejado; é manter o foco; característica comum às pessoas bem-sucedidas.

A paixão é o otimismo, a empolgação, o entusiasmo, a determinação que se emprega naquilo que se faz. O segredo é descobrir seus talentos e seu propósito no mundo.

A consciência é um senso moral interior, um princípio universal que independe de religião, cultura ou origem. É um conjunto de valores, de sentimentos de justiça, sinceridade, respeito e contribuição.

Reconhecer, desenvolver e integrar os 4 tipos de inteligência, manifestando-as por meio da visão, da disciplina, da paixão e da consciência é a forma de expressar a sua voz interior. Ao trabalhador da era do conhecimento, isso é fundamental.

Repetindo as perguntas…

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas?

Com o lançamento do livro O 8º Hábito: da eficácia à grandeza, Covey não trás, simplesmente, mais um hábito para se somar aos outros sete. Ele aponta uma nova dimensão. Afirma que, no mundo de hoje, ser eficaz já não é suficiente. É o mínimo exigido.  É preciso atingir os níveis mais elevados do intelecto e da motivação humana. Liderar com excelência exige grandeza, exige uma nova atitude mental, um novo hábito:

“Encontrar a própria voz interior e inspirar as pessoas a encontrarem as delas”. _ Stephen Covey

Trazendo a questão para o mundo dos negócios…

Uma organização, uma empresa, não é uma entidade isolada. É um conjunto de pessoas com propósitos comuns. Sendo assim, o comportamento organizacional será determinado pela natureza humana, pela sinergia entre seus componentes. O potencial da organização depende da liberação do potencial interior das pessoas. O potencial da empresa é a soma dos potenciais de sua equipe.

Se você é um líder, com cargo formal ou não, inspire as pessoas a encontrarem a sua voz interior. Essa é a essência da nova liderança: contribuição.

“Liderar é comunicar às pessoas o seu valor e o seu potencial de uma forma tão clara que elas acabem por enxergá-los em si mesmas” _ Stephen Covey

Esse foi o meu despertar, o que tem moldado o Mindset Frasson: A realização pessoal por meio da evolução e da contribuição . Como tenho dito, aprende mais quem ensina e contribui mais quem aprende ensinando.

“Crescemos mais quando nos doamos aos outros” _ Stephen Covey

Para o Covey, esse milênio se tornará a era da sabedoria, seja pela força das circunstâncias (que tornam as pessoas humildes), seja pela força da consciência. Nessa nova era, informação e conhecimento devem estar impregnados de propósitos e princípios.

“É ao tomar consciência das necessidades humanas à nossa volta e ao servi-los que encontramos a nossa voz na vida”. _ Stephen Covey

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Leia também: Realização pessoal e profissional

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Fabio Frasson