Os desafios da gestão de pessoas

Liderar é capacitar pessoas

O maior desafio de um gestor não são os impostos, os custos operacionais, a concorrência, as novas tecnologias ou os consumidores da nova era, são as pessoas da sua própria equipe.

A gestão de pessoas requer um alto grau de esforço e empenho diário. Lidar com os diferentes perfis, a diversidade de opiniões, de egos, comportamentos, temperamentos, capacidades, subjetividades, necessidades e anseios pessoais, fatores motivacionais, dentre muitas outras diferenças, sem enlouquecer, e ainda convergir tudo isso para os objetivos e metas da organização, faz do gestor uma espécie de “super-herói”.

Mediar conflitos, extraindo a essência das potencialidades de cada colaborador, e ainda contribuir com seu desenvolvimento pessoal e profissional é uma das tarefas mais árduas da liderança.

Em pesquisa realizada pela Endeavor, com o apoio do Datafolha e da Neoway, denominada Pesquisa Desafios dos Empreendedores Brasileiros”, envolvendo aproximadamente 1000 empreendedores de diversos perfis, a gestão de pessoas foi apontada como o desafio número 1, à frente da gestão financeira, burocracia, inovação e marketing/vendas, que completam a lista dos 5 principais.

Se você é um gestor, certamente, sabe do que estou falando. Se não é, saiba que estamos no mesmo barco, e que contribuir com o seu crescimento, com a sua evolução, com a sua performance é um dos nossos maiores objetivos. Afinal, os seus resultados, são os nossos resultados também.

A pesquisa publicada pela Endeavor ratifica a importância da formação de lideranças, como uma das principais ferramentas da gestão de pessoas.

Sem bons líderes, a empresa acaba andando em círculos”._Endeavor

Liderar é capacitar pessoas, é estimular o aprendizado de competências, é impulsionar o desenvolvimento das inteligências física, mental, emocional e espiritual, transformando seus liderados em indivíduos mais fortes e profissionalmente mais preparados. Mas essa tarefa não é das mais fáceis.

“Liderar é comunicar às pessoas o seu valor e o seu potencial de uma forma tão clara que elas acabem por enxergá-los em si mesmas”. _ Stephen Covey

Mas como lidar com os conflitos no trabalho?

Em qualquer ambiente, onde há interação entre pessoas, ocorrem conflitos. Somos todos diferentes, uns dos outros. Diferentes na personalidade, na idade, na experiência, na cultura, nos conhecimentos, na percepção acerca da vida e das situações, na autoridade para resolvê-las…, enfim,  diferentes em quase tudo. Como poderíamos esperar que concordássemos na maioria das questões?

Cabe a cada um de nós, líderes e/ou liderados, encarar as situações de conflito com 2 princípios em mente:

  1. O outro sempre será diferente de você;
  2. Cada um faz o melhor que pode, com os recursos que tem, incluindo seu Mindset.

Entenda, portanto, que as divergências ocorrem por conta desses dois princípios. Aja com assertividade, sem pré-julgamento! O outro enxerga a situação diferente de você porque não tem o seu Mindset. Presuma sempre que ambos têm boa intenção e querem acertar. Isso gera aprendizado, evolução e fortalecimento da inteligência emocional.

Se entrarmos em uma situação conflituosa com esse pensamento, certamente, as chances de êxito serão muito maiores.

Saiba mais sobre Mindset clicando aqui.

Ah…, outra dica importante: reconhecer erros é sinal de força, não de fraqueza. Portanto, se você perceber que o outro tem razão em suas argumentações, não hesite em reconhecer. Humildade é um valor que fortalece relacionamentos de qualquer natureza, inclusive no âmbito profissional.

Para Geoffrey James, autor de livros como “Tudo o que você precisa saber para ser promovido”, os conflitos são inevitáveis e benéficos. E, sem eles, não há progresso. Resolvê-los “requer liderança, paciência e consciência”.

O que fazer quando os conflitos no trabalho prejudicam os resultados?

Bem…, quando a frequência dos atritos ultrapassa os limites do tolerável e não trazem contribuição para o crescimento profissional dos envolvidos nem, tão pouco, da empresa, é hora de decisão! Cabe à liderança exercer o seu papel!

Recomendo a você a leitura do artigo sobre a importância do feedback.

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Eu sou Fabio Frasson. Espero ter contribuído com seu caminhar. Desejo a você resultados extraordinários e muito sucesso!

Vamos juntos, evoluindo sempre! Até a próxima!

Fabio Frasson

Eficácia, realização pessoal e contribuição

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas? Perguntas como essas constituem um novo hábito, uma nova atitude mental , um novo mindset, fruto das transformações pelas quais as relações humanas tem passado, especialmente nas últimas décadas.

Em 1989, Stephen Covey lançou o best-seller Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, abordando comportamentos permeados de princípios corretos, essenciais para alcançar a eficácia na vida pessoal e profissional.  O livro vendeu cerca de 20 milhões de cópias, em 38 idiomas, e foi considerado pelas revistas Times e Forbes como uma das publicações mais influentes da área de administração, e pelos leitores da revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século XX.

Já em 2005, imerso à era do trabalhador do conhecimento, o autor concluiu que os desafios do novo tempo são tão complexos, que alcançar a eficácia já não é suficiente.

“Eficácia é fazer as coisas certas” _ Peter Drucker

Na busca contínua pela maximização dos recursos, pela melhoria da capacidade e da qualidade de produção, pela participação no mercado, cada vez mais concorrido, o homem entrou na era da informação e do conhecimento. O mercado tornou-se global, a informação viaja de um lado ao outro do planeta em frações de segundo, estamos “multiconectados”. O ritmo de trabalho tornou-se cada vez mais intenso. As expectativas, as cobranças, as comparações, a busca por um espaço no mercado e na sociedade produzem conflitos internos em grande parte das pessoas. Muitas sentem-se frustradas, desanimadas, desmotivadas, estagnadas ou incapazes de corresponder ao que se espera delas. Alimentam o desejo de realização pessoal e profissional, mas não conseguem realizar.

Note que todos nós desejamos “fazer a diferença”, sermos importantes, sermos bem vistos, bem quistos e bem lembrados, termos uma vida de grandeza, mesmo na simplicidade. Um grande exemplo foi Madre Tereza de Calcutá, que dedicou sua vida pelo propósito grandioso de contribuição, de cuidar de pessoas pobres e doentes.

Para ter uma vida de grandeza é preciso viver intensamente. É preciso que cada um encontre a sua voz interior. Isso significa descobrir-se, encontrar sua relevância, sua realização, compreender sua verdadeira natureza, os seus valores, seus propósitos, descobrir e desenvolver os seus dons.

Segundo Stephen Covey, dons são capacidades latentes com as quais nascemos e que podem ser desenvolvidas a partir do nosso esforço e dedicação. Dentre esses dons, destacam-se: a liberdade ou a capacidade de escolha; os princípios universais, como o senso de justiça, bondade, respeito, sinceridade e integridade; e a inteligência, subdividida em inteligência mental, física, emocional e espiritual.

Cada uma dessas inteligências está relacionada a uma das 4 partes da natureza humana (mente, corpo, coração e espírito), que representam 4 motivações ou necessidades básicas que todos nós temos: : (1) sobrevivência, (2) relacionamentos, (3) aprendizado e (4) deixar um legado.

Inteligência mental: é a capacidade de analisar, raciocinar, visualizar e compreender.

Inteligência física ou corporal: é o funcionamento quase involuntário, inconsciente e disciplinado do corpo.

Inteligência emocional: corresponde ao autoconhecimento, autoconsciência, empatia, equilíbrio, capacidade de nos comunicarmos com êxito, a coragem de reconhecer fraquezas e de respeitar diferenças.

Inteligência espiritual: é a nossa consciência, nosso sentimento de participação e de significado.

O desenvolvimento desses 4 tipos de inteligência aumenta a capacidade de influenciar outras pessoas. Por isso, é característica comum e marcante nos grandes líderes, nos grandes realizadores, nas pessoas que se destacam em suas atividades. E o desenvolvimento dessas inteligências é manifesto pela visão, a disciplina, a paixão e a consciência.

A visão é a criação, a representação mental de uma situação futura; enxergar o futuro mentalmente, vislumbrando objetivos e planos; é perceber o “potencial invisível” de outras pessoas.

A disciplina é um sacrifício pessoal ao longo do processo de busca de um objetivo de longo prazo; é fazer o que é necessário para concretizar o que foi planejado; é manter o foco; característica comum às pessoas bem-sucedidas.

A paixão é o otimismo, a empolgação, o entusiasmo, a determinação que se emprega naquilo que se faz. O segredo é descobrir seus talentos e seu propósito no mundo.

A consciência é um senso moral interior, um princípio universal que independe de religião, cultura ou origem. É um conjunto de valores, de sentimentos de justiça, sinceridade, respeito e contribuição.

Reconhecer, desenvolver e integrar os 4 tipos de inteligência, manifestando-as por meio da visão, da disciplina, da paixão e da consciência é a forma de expressar a sua voz interior. Ao trabalhador da era do conhecimento, isso é fundamental.

Repetindo as perguntas…

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas?

Com o lançamento do livro O 8º Hábito: da eficácia à grandeza, Covey não trás, simplesmente, mais um hábito para se somar aos outros sete. Ele aponta uma nova dimensão. Afirma que, no mundo de hoje, ser eficaz já não é suficiente. É o mínimo exigido.  É preciso atingir os níveis mais elevados do intelecto e da motivação humana. Liderar com excelência exige grandeza, exige uma nova atitude mental, um novo hábito:

“Encontrar a própria voz interior e inspirar as pessoas a encontrarem as delas”. _ Stephen Covey

Trazendo a questão para o mundo dos negócios…

Uma organização, uma empresa, não é uma entidade isolada. É um conjunto de pessoas com propósitos comuns. Sendo assim, o comportamento organizacional será determinado pela natureza humana, pela sinergia entre seus componentes. O potencial da organização depende da liberação do potencial interior das pessoas. O potencial da empresa é a soma dos potenciais de sua equipe.

Se você é um líder, com cargo formal ou não, inspire as pessoas a encontrarem a sua voz interior. Essa é a essência da nova liderança: contribuição.

“Liderar é comunicar às pessoas o seu valor e o seu potencial de uma forma tão clara que elas acabem por enxergá-los em si mesmas” _ Stephen Covey

Esse foi o meu despertar, o que tem moldado o Mindset Frasson: A realização pessoal por meio da evolução e da contribuição . Como tenho dito, aprende mais quem ensina e contribui mais quem aprende ensinando.

“Crescemos mais quando nos doamos aos outros” _ Stephen Covey

Para o Covey, esse milênio se tornará a era da sabedoria, seja pela força das circunstâncias (que tornam as pessoas humildes), seja pela força da consciência. Nessa nova era, informação e conhecimento devem estar impregnados de propósitos e princípios.

“É ao tomar consciência das necessidades humanas à nossa volta e ao servi-los que encontramos a nossa voz na vida”. _ Stephen Covey

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Leia também: Realização pessoal e profissional

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Meu nome é Fabio Frasson. Espero ter contribuído com seu caminhar. Desejo a você resultados extraordinários e muito sucesso!

Vamos juntos, evoluindo sempre! Até a próxima!

Fabio Frasson