Realização pessoal e profissional

Você é um profissional realizado?

Se a sua resposta for sim, parabéns! Você faz parte da minoria.

Segundo pesquisa divulgada no site G1 (2015), 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. Em 2011, o mesmo site havia divulgado que a infelicidade no trabalho atingia 48% das pessoas.

Conforme mencionei no artigo Eficácia, realização pessoal e contribuição, as transformações e a complexidade do mundo moderno têm produzido conflitos internos em grande parte das pessoas. Muitas sentem-se frustradas, desanimadas, desmotivadas, estagnadas ou incapazes de corresponder ao que se espera delas. Alimentam o desejo de realização pessoal e profissional, mas não conseguem realizar.  O sentimento é de angústia. Parece que a vida profissional não faz sentido.

Eu não sei se essa é a sua realidade, se você se sente ou já se sentiu assim; se conhece alguém, um parente, um amigo, um vizinho, um colega de trabalho, alguém que esteja vivendo dessa forma. Mas, infelizmente, nesse momento, existem milhões de pessoas, por esse mundo afora, levando uma vida profissional que não as completa.

Imagine uma pessoa frustrada. Imagine essa pessoa, em casa, à noite, se preparando para dormir, pensando “caramba, amanhã eu tenho que acordar cedo pra trabalhar de novo…, não aguento mais isso…”. Imagine que essa pessoa está desanimada, sentindo que seu trabalho não tem mais sentido pra ela, se sentindo desvalorizada, angustiada com a velocidade das mudanças do seu dia a dia… Imagine que essa pessoa é você. As cobranças, as comparações, a concorrência, tudo deixa você angustiado, sentindo como se não pudesse mais acompanhar tudo isso.

Mas, por que será que isso acontece?

Podemos apontar 3 causas principais para a falta de realização pessoal e profissional

1º)  A falta de identificação e definição clara dos propósitos e valores pessoais

Você sabe quais são seus propósitos? Você sabe aonde quer chegar? O que quer ser? O que quer ter? O que deseja fazer da sua vida? Se não precisasse mais pensar em dinheiro, o que faria da sua vida?

Quais são os seus valores? O que realmente importa pra você? Quais os princípios que você não abre mão? O convívio com a família? A vida social, os amigos? O contato com a natureza? O sucesso profissional? A contribuição, a colaboração? O respeito? A verdade? Quais são os valores dos quais você não abre mão e que norteiam a sua vida?

Muita gente não sabe claramente quais são os seus propósitos e valores, fazendo com que nada faça sentido, nada tenha significado. Estão perdidas e se frustram por não chegar a lugar algum.

2º)  A falta de objetivos definidos

Sei que propósitos e objetivos são sinônimos, mas aqui coloco propósito como seu objetivo maior e objetivos como as etapas de curto, médio e longo prazos que levam você a atingir seus propósitos. Você tem objetivos definidos? Sabe aonde quer chegar e quando?

3º) A falta de ação congruente, alinhada com os propósitos, valores e objetivos

Falta de congruência, de alinhamento de pensamentos, sentimentos e atitudes, com seus valores e objetivos.

Quer um exemplo? Imagine que você é um mecânico, ama o que faz, pode passar horas mexendo no motor de um carro, só pra sentir a satisfação de deixá-lo funcionando perfeitamente. Você tem um propósito, um sonho maior de ser mecânico de fórmula 1. Já traçou seus objetivos: daqui a 6 anos quer se formar em engenharia mecânica; em 10 anos quer chegar a uma equipe de fórmula 3; em 15 anos deseja chegar à fórmula 1; você tem propósitos, é honesto, preza pela verdade, pela humildade e pelo sucesso profissional. Bacana! Mas não há congruência. Você não prestou vestibular, não faz            contatos, não se informa sobre como chegar lá, ou seja, não tem atitude; vai ficar sonhando e se frustrando.

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Acredito, realmente, que todos nós desejamos ser bem vistos, bem quistos e bem lembrados, termos uma vida de grandeza, mesmo na simplicidade. Para isso, é preciso que cada um encontre a sua verdadeira natureza, a sua essência, sua voz interior.

Você jamais alcançará a realização profissional sem antes descobrir como fazer do seu trabalho a sua realização pessoal.

Meu nome é Fabio Frasson. Espero ter contribuído com seu caminhar. Desejo a você resultados extraordinários e muito sucesso!

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Leia também: Autoconhecimento

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Vamos juntos, evoluindo sempre! Até a próxima!

Fabio Frasson


Eficácia, realização pessoal e contribuição

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas? Perguntas como essas constituem um novo hábito, uma nova atitude mental , um novo mindset, fruto das transformações pelas quais as relações humanas tem passado, especialmente nas últimas décadas.

Em 1989, Stephen Covey lançou o best-seller Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, abordando comportamentos permeados de princípios corretos, essenciais para alcançar a eficácia na vida pessoal e profissional.  O livro vendeu cerca de 20 milhões de cópias, em 38 idiomas, e foi considerado pelas revistas Times e Forbes como uma das publicações mais influentes da área de administração, e pelos leitores da revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século XX.

Já em 2005, imerso à era do trabalhador do conhecimento, o autor concluiu que os desafios do novo tempo são tão complexos, que alcançar a eficácia já não é suficiente.

“Eficácia é fazer as coisas certas” _ Peter Drucker

Na busca contínua pela maximização dos recursos, pela melhoria da capacidade e da qualidade de produção, pela participação no mercado, cada vez mais concorrido, o homem entrou na era da informação e do conhecimento. O mercado tornou-se global, a informação viaja de um lado ao outro do planeta em frações de segundo, estamos “multiconectados”. O ritmo de trabalho tornou-se cada vez mais intenso. As expectativas, as cobranças, as comparações, a busca por um espaço no mercado e na sociedade produzem conflitos internos em grande parte das pessoas. Muitas sentem-se frustradas, desanimadas, desmotivadas, estagnadas ou incapazes de corresponder ao que se espera delas. Alimentam o desejo de realização pessoal e profissional, mas não conseguem realizar.

Note que todos nós desejamos “fazer a diferença”, sermos importantes, sermos bem vistos, bem quistos e bem lembrados, termos uma vida de grandeza, mesmo na simplicidade. Um grande exemplo foi Madre Tereza de Calcutá, que dedicou sua vida pelo propósito grandioso de contribuição, de cuidar de pessoas pobres e doentes.

Para ter uma vida de grandeza é preciso viver intensamente. É preciso que cada um encontre a sua voz interior. Isso significa descobrir-se, encontrar sua relevância, sua realização, compreender sua verdadeira natureza, os seus valores, seus propósitos, descobrir e desenvolver os seus dons.

Segundo Stephen Covey, dons são capacidades latentes com as quais nascemos e que podem ser desenvolvidas a partir do nosso esforço e dedicação. Dentre esses dons, destacam-se: a liberdade ou a capacidade de escolha; os princípios universais, como o senso de justiça, bondade, respeito, sinceridade e integridade; e a inteligência, subdividida em inteligência mental, física, emocional e espiritual.

Cada uma dessas inteligências está relacionada a uma das 4 partes da natureza humana (mente, corpo, coração e espírito), que representam 4 motivações ou necessidades básicas que todos nós temos: : (1) sobrevivência, (2) relacionamentos, (3) aprendizado e (4) deixar um legado.

Inteligência mental: é a capacidade de analisar, raciocinar, visualizar e compreender.

Inteligência física ou corporal: é o funcionamento quase involuntário, inconsciente e disciplinado do corpo.

Inteligência emocional: corresponde ao autoconhecimento, autoconsciência, empatia, equilíbrio, capacidade de nos comunicarmos com êxito, a coragem de reconhecer fraquezas e de respeitar diferenças.

Inteligência espiritual: é a nossa consciência, nosso sentimento de participação e de significado.

O desenvolvimento desses 4 tipos de inteligência aumenta a capacidade de influenciar outras pessoas. Por isso, é característica comum e marcante nos grandes líderes, nos grandes realizadores, nas pessoas que se destacam em suas atividades. E o desenvolvimento dessas inteligências é manifesto pela visão, a disciplina, a paixão e a consciência.

A visão é a criação, a representação mental de uma situação futura; enxergar o futuro mentalmente, vislumbrando objetivos e planos; é perceber o “potencial invisível” de outras pessoas.

A disciplina é um sacrifício pessoal ao longo do processo de busca de um objetivo de longo prazo; é fazer o que é necessário para concretizar o que foi planejado; é manter o foco; característica comum às pessoas bem-sucedidas.

A paixão é o otimismo, a empolgação, o entusiasmo, a determinação que se emprega naquilo que se faz. O segredo é descobrir seus talentos e seu propósito no mundo.

A consciência é um senso moral interior, um princípio universal que independe de religião, cultura ou origem. É um conjunto de valores, de sentimentos de justiça, sinceridade, respeito e contribuição.

Reconhecer, desenvolver e integrar os 4 tipos de inteligência, manifestando-as por meio da visão, da disciplina, da paixão e da consciência é a forma de expressar a sua voz interior. Ao trabalhador da era do conhecimento, isso é fundamental.

Repetindo as perguntas…

Quem é você? qual a sua essência? o que diz a sua voz interior? qual a sua contribuição para as outras pessoas?

Com o lançamento do livro O 8º Hábito: da eficácia à grandeza, Covey não trás, simplesmente, mais um hábito para se somar aos outros sete. Ele aponta uma nova dimensão. Afirma que, no mundo de hoje, ser eficaz já não é suficiente. É o mínimo exigido.  É preciso atingir os níveis mais elevados do intelecto e da motivação humana. Liderar com excelência exige grandeza, exige uma nova atitude mental, um novo hábito:

“Encontrar a própria voz interior e inspirar as pessoas a encontrarem as delas”. _ Stephen Covey

Trazendo a questão para o mundo dos negócios…

Uma organização, uma empresa, não é uma entidade isolada. É um conjunto de pessoas com propósitos comuns. Sendo assim, o comportamento organizacional será determinado pela natureza humana, pela sinergia entre seus componentes. O potencial da organização depende da liberação do potencial interior das pessoas. O potencial da empresa é a soma dos potenciais de sua equipe.

Se você é um líder, com cargo formal ou não, inspire as pessoas a encontrarem a sua voz interior. Essa é a essência da nova liderança: contribuição.

“Liderar é comunicar às pessoas o seu valor e o seu potencial de uma forma tão clara que elas acabem por enxergá-los em si mesmas” _ Stephen Covey

Esse foi o meu despertar, o que tem moldado o Mindset Frasson: A realização pessoal por meio da evolução e da contribuição . Como tenho dito, aprende mais quem ensina e contribui mais quem aprende ensinando.

“Crescemos mais quando nos doamos aos outros” _ Stephen Covey

Para o Covey, esse milênio se tornará a era da sabedoria, seja pela força das circunstâncias (que tornam as pessoas humildes), seja pela força da consciência. Nessa nova era, informação e conhecimento devem estar impregnados de propósitos e princípios.

“É ao tomar consciência das necessidades humanas à nossa volta e ao servi-los que encontramos a nossa voz na vida”. _ Stephen Covey

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Leia também: Realização pessoal e profissional

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Meu nome é Fabio Frasson. Espero ter contribuído com seu caminhar. Desejo a você resultados extraordinários e muito sucesso!

Vamos juntos, evoluindo sempre! Até a próxima!

Fabio Frasson